quarta-feira, 22 de março de 2017

ROTEIRO DE FICÇÃO, DA IDEIA AO PAPEL

A coluna Oficina de Cinema trará dicas de "Roteiro de Ficção". Todas elas construídas no contínuo processo de aprendizado que a Companhia Bueiro Aberto faz durante a produção de seus filmes. Desde à forte referência na cultura popular, na contação de causos, histórias verídicas ou não que estão por aí em guetos urbanos até a relação com a lirteratura brasileira, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Clarice Lispector e Machado de Assis.

Passar da ideia ao papel é a grande dificuldade apontada por diversas pessoas interessadas em escrever um roteiro de cinema. Por isso, traremos algumas ferramentas importantes na tradição dos manuais de roteiro, que precisamos aprender  até para serem subvertidas, tais como Story Line, Argumento, Personagem, Enredo etc.


O CINEMA DE HUMBERTO MAURO

Quem são nossas referências históricas? Não existe uma arte pura, totalmente nova, sempre somos influenciados por movimentos e personalidades que marcaram a história do cinema em suas mais diferentes estéticas, nacionalidades, gêneros. A tradição representa um grande prato que comemos compulsivamente, desde o cinema soviético, a Novelle Vague, o Neorealismo Italiano, Hollywood, o cinema comercial, o cinema novo, marginal. Depois do banquete vem a digestão disso tudo no nosso cinema.


Na coluna "Comendo a História" desse mês analisaremos o cinema do saudoso Humberto Mauro, através do filme "Ganga Bruta" (1933). Além de ser aclamado por cineastas da estirpe de Glauber Rocha e de ser considerado o pai do cinema brasileiro, numa vasta obra entre ficções e documentários, Humberto nesse filme trabalha temas como o erotismo, a vingança, o uso de diversas cãmeras, a experimentação do som, tudo numa época em que o cinema ainda se descobria como linguagem.


terça-feira, 21 de março de 2017

ENTREVISTA COM A CINEASTA JANAINA REIS

A primeira entrevistada da nossa coluna será a diretora e atriz Janaina Reis, que já produziu diversos filmes conosco e lança agora esse mês o documentário Doc. Solidão, um filme sensível, feito na raça, que reflete a solidão de quatro personagens da grande cidade.

Janaina nos contou um pouco de sua trajetória na arte independente, sua luta para sobreviver como mãe solteira da periferia, o início de seu interesse por cinema, os filmes que participou, o processo das obras, os planos que prefere filmar, os temas que gosta de abordar e o corre que é nadar contra a maré num cinema que não tem o mínimo apoio na nossa cidade.

A primeira edição do Zine Gueto - Metragem sai agora, dia 25 de março, não percam. Confere aí uma palhinha da entrevista:

"JANAINA: Acho que faz parte até de como a cidade que vivemos (Guarulhos, grande SP) pensa a cultura, a gente faz porque tem paixão, é isso que move os coletivos, muito mais do que as condições objetivas. Política pública é zero, espaço é zero, então lançamos mão dos nossos meios, amigos, a galera que tá junto, lutando contra todos os empecilhos, ainda assim produzimos filmes bons. Vamos tentando disputar espaços, mas até aí sofremos com a ausência de um suporte na distribuição desses filmes. Qual a oferta de cinema que o público da cidade tem? O Cinemark, Shoppings, Sala 4D, cadê um cinema público que passe filmes de outros produtores? Male male se consegue um movimento como o projeto Cineclube Incinerante, feito por coletivo, ou nós mesmos que exibimos em saraus, espaços e eventos, vai cavando as possibilidades de distribuição. Então a gente, desde o começo, pré- produção do filme, a produção, a distribuição, a gente tá o tempo inteiro com tudo contra. Tudo se faz pelo desejo de comunicar nossa ideia, falar de problemas que são nossos enquanto seres humanos, da nossa quebrada, do meu íntimo, do nosso país, são conteúdos firmes, não é uma coisa vazia."




REFLEXÃO SOBRE AS SALAS DE EXIBIÇÃO

Depois de todo trampo que é produzir um filme sem financiamento, começamos outra batalha, a distrbuição, queremos comunicar algo, fazer chegar nas pessoas. Talvez este seja o maior desafio. Aqui, vamos refletir sobre os mais variados meios de exibição que dispõe o cinema independente, bem como a relação com o público. Temos como base o desejo de que nosso cinema seja cada vez mais visto, sobretudo nas quebradas.


Nesse mês, o Zine trará uma discussão sobre "Salas de Exibição", na verdade, sobre a experiência de ver um filme em público, coisa que muitos dizem ter morrido devido à internet. Sem espaço nos cinemas, é como se a gente criasse nossas próprias salas nos muros.

(Exibição do filme "Minhas Composições no Espaço Arranca, periferia de Guarulhos)

segunda-feira, 20 de março de 2017

A COLUNA PERRENGUE ABORDARÁ "TRANSMUTAÇÃO"

No contexto do cinema que fazemos, temos de lidar com situações limites, de problemas inusitados a cenas complexas do roteiro que precisam ser gravadas para manter certa fidelidade à ideia. É aí que se faz necessária a criatividade. O que acaba sendo surpreendente, já que efetuamos determinados tipos de cenas e planos que parecem impossíveis dado às condições precárias que temos. A coluna perrengue vai entrar em algumas dessas situações e em como elas foram resolvidas.

O primeiro filme  será "Transmutação" (Cia Bueiro Aberto). O roteiro pedia que quebrássemos um muro, então fomos nós erguer um muro sem massa, juntar blocos de construção e fazer todo um ensaio de foto, atuação, arte, edição, som, pra que parecesse que o personagem estava de fato quebrando. Confere aí o filme completo:



"Luises" na coluna sobre longa metragem

Uma análise de filmes de longa - metragem produzidos no contexto do cinema independente e periférico. Sabemos da dificuldade de se fazer um filme sem recursos, por isso, em geral, optamos por curtas, porém alguns audaciosos se arriscam. Onde estão esses filmes? Que visão trazem? O que podemos tirar deles para o nosso cinema?

Na primeira coluna o filme analisado será "Luises, o solrealismo maranhense", produzido pelo Éguas coletivo audiovisual. Uma obra prima feita com muita criatividade. Confere aí o link:


LANÇAMENTO DO ZINE GUETO - METRAGEM

Olha só a primeira edição impressa do Zine. E vai se lançada num espaço super bacana na quebrada que já vem nos ajudando no corre há muito tempo!!! Vamos colar!!!